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A inteligência artificial tem sido adotada rapidamente por empresas, agências e produtores de conteúdo.
Hoje, vídeos são criados mais rápido, roteiros são gerados em minutos e, além disso, narrações podem ser produzidas sem um locutor humano.

À primeira vista, o custo parece menor.

No entanto, uma pergunta importante precisa ser feita: A economia é real ou apenas aparente?

Muitas empresas não percebem que o objetivo do marketing não é produzir conteúdo.
O objetivo é gerar percepção, confiança e decisão de compra.

E é exatamente nesse ponto que a diferença começa a aparecer.

O problema invisível dos vídeos modernos

Atualmente, bons equipamentos são acessíveis.
Câmeras gravam em alta definição, a edição ficou mais simples e templates prontos são facilmente utilizados.

Consequentemente, a imagem melhorou.

Porém, ao mesmo tempo, um fenômeno passou a ser observado:

empresas estão produzindo mais vídeos…
mas nem sempre estão obtendo mais resultados.

Muitos gestores relatam:

  • o anúncio não retém atenção
  • o público pula antes de 5 segundos
  • o vídeo institucional não transmite credibilidade
  • o treinamento corporativo fica cansativo

Curiosamente, a causa geralmente não está na imagem.

Ela está na percepção.

E percepção é construída principalmente pelo som… Por que a voz influencia mais do que parece.

O cérebro humano avalia confiança antes mesmo de analisar informação.

Ou seja, antes de entender o que está sendo dito, a pessoa sente como aquilo está sendo dito.

A voz comunica:

  • segurança
  • autoridade
  • proximidade
  • profissionalismo

Quando essa percepção não é formada, ocorre algo silencioso: o conteúdo é visto, mas não é levado a sério.

Consequentemente, a mensagem perde força.

E então o problema aparece no marketing: baixa conversão.

Onde a voz de IA funciona bem

A voz sintética não é necessariamente ruim.

Ela pode ser útil em situações específicas, como:

  • conteúdos informativos simples
  • protótipos e testes rápidos

Nesses casos, o objetivo é apenas transmitir informação.

Portanto, o custo reduzido pode fazer sentido.

Onde a economia começa a virar prejuízo

O cenário muda quando o vídeo precisa gerar decisão.

Por exemplo:

  • anúncios pagos
  • vídeos institucionais
  • apresentações comerciais
  • treinamentos que exigem atenção
  • lançamentos de produtos
  • cursos online

Aqui, o objetivo não é apenas explicar.

O objetivo é convencer.

E convencer depende de um fator específico:
conexão humana.

A voz artificial costuma ser percebida como correta, porém previsível.
Ela não erra, mas também não interpreta.

Como resultado:

o público escuta…
mas não se envolve.

E quando não há envolvimento, ocorre algo crítico no marketing digital:

queda de retenção.

Menor retenção gera menor entrega.
Menor entrega aumenta o custo do anúncio.

Ou seja, aparentemente mais barato…
porém, operacionalmente mais caro.

A conta que quase ninguém faz

Muitos gestores calculam apenas o custo de produção.

No entanto, marketing não deve ser medido pelo preço do vídeo.

Ele deve ser medido pelo resultado gerado.

Um vídeo mais barato que converte menos pode custar muito mais.

Exemplo:

  • um anúncio com baixa retenção exige mais investimento em mídia
  • um treinamento sem engajamento exige retrabalho
  • um vídeo institucional pouco confiável reduz fechamento de contratos

Nesse contexto, a locução deixa de ser um detalhe.

Ela passa a ser um fator de performance.

Então IA substitui locutor?

A resposta mais correta não é sim nem não.

A inteligência artificial é uma ferramenta.

Ela substitui a transmissão de informação.
Mas não substitui a interpretação.

Enquanto a IA reproduz palavras, a voz humana comunica intenção.

E intenção é o que influencia decisões.

Por isso, empresas que trabalham marca, autoridade e conversão continuam utilizando narração profissional principalmente em conteúdos estratégicos.

Quando escolher cada opção

Use voz artificial quando:

  • o conteúdo for operacional
  • o objetivo for apenas informar
  • não houver impacto comercial direto

Use locução profissional quando:

  • houver investimento em anúncios
  • for necessário gerar confiança
  • o vídeo representar a marca
  • a retenção do público for importante

A escolha entre inteligência artificial e locução profissional não deve ser baseada apenas no custo imediato, mas principalmente no impacto gerado na percepção da marca.

Hoje, o marketing não disputa apenas atenção. Ele disputa confiança. E confiança não é construída apenas com imagem ou design. Ela é construída pela forma como a mensagem chega ao público.

Por isso, antes de decidir como será a narração do seu próximo vídeo, vale analisar qual é o objetivo real do conteúdo: apenas informar ou realmente convencer.

Se você quiser entender melhor como a voz interfere na percepção de profissionalismo, explico isso em detalhes neste outro artigo do blog:👉 Clique aqui

Caso esteja planejando um vídeo institucional, treinamento, apresentação comercial ou campanha de anúncios e queira avaliar qual tipo de narração faz mais sentido para o seu projeto, você pode conhecer exemplos reais e estilos de interpretação aqui:
👉 Ouvir demos de locução profissional: https://locutoracris.com.br/

E se ainda houver dúvida, você pode simplesmente descrever o seu projeto e receber uma orientação sobre qual abordagem tende a gerar melhor resultado — sem compromisso:
👉 Solicitar uma avaliação do projeto

Porque, no fim, a pergunta correta não é se a IA é mais barata.

A pergunta correta é:

Qual opção faz o seu marketing funcionar melhor.

 

Conclusão

A inteligência artificial pode reduzir o custo de produção.

Porém, marketing não depende apenas de produção.

Ele depende de percepção.

Se a comunicação não transmite confiança, o público não se envolve.
Se o público não se envolve, a conversão diminui.
E quando a conversão diminui, o investimento em mídia aumenta.

Assim, a economia inicial pode se transformar em custo maior.

A decisão correta não é escolher entre tecnologia ou humano.

É utilizar cada recurso no momento adequado.

Quando o objetivo for apenas falar, a IA pode ser suficiente.

Mas quando o objetivo for convencer, a voz certa continua sendo um dos elementos mais decisivos do marketing.

 

Perguntas frequentes

Voz de IA funciona em anúncios?

Pode funcionar em testes iniciais, porém geralmente apresenta menor retenção em campanhas de conversão.

O público percebe voz artificial?

Na maioria dos casos, sim. Mesmo sem identificar conscientemente, a percepção de naturalidade é afetada.

Locução profissional realmente influencia vendas?

Sim. A confiança transmitida pela voz interfere diretamente na permanência do espectador e na credibilidade da marca.

IA vai substituir locutores?

Não totalmente. Ela tende a substituir tarefas informativas, enquanto conteúdos persuasivos continuam dependentes de interpretação humana.

Vamos discutir o seu próximo projeto?

Meu compromisso vai além de simplesmente ler um roteiro, busco compreender a mensagem e uso a interpretação para realçar o conteúdo e a intenção de cada job.

Já tive a oportunidade de colaborar com diversas marcas renomadas, o que comprova a minha capacidade e profissionalismo.

Cris Macharete